quinta-feira, 5 de março de 2015

Remanescentes

_Luana, tem certeza que você está bem? – perguntou Álvaro, preocupado.
_Sim, professor. E obrigada pela água! – agradeceu Luana.
_De nada.  – sorriu.
_Professor, acho que não tem mais ninguém aqui por perto, fui até a frente pra ver se avistava alguém, mas só vi aquelas coisas. – disse Gabriel ainda empenhado em conseguir ajuda.
_ Tudo culpa minha estarmos aqui!
_Não, Luana. Não diga isso. O telefone ainda está funcionando, eu liguei para algumas pessoas avisando que estamos aqui, talvez alguém entre em contato. Eu e o Gabriel trancamos os portões, estaremos seguros aqui. Temos comida da cantina e da cozinha da escola. Ficaremos aqui por enquanto, acho arriscado sairmos agora, vamos esperar mais um pouco. – acalmou Álvaro.
_Sim, está tudo bem fechado, os zumbis não podem entrar. – reforçou Gabriel, gabando-se de sua esperteza.
_Bom, já que teremos que ficar aqui por enquanto, há algo mais que devamos fazer, professor? Gostaria de ajudar agora que estou melhor! – animou-se Luana.
_Bom, eu acabei de passar um café para nós, temos pão, manteiga e leite! Vamos comer primeiro e depois pensaremos juntos no que fazer. Ah, achei uns cookies aqui no armário de uma professora, acho que ela não virá buscar! – descontraiu o professor.
Todos riram e tomaram o café da manhã tranquilamente. Depois o professor Álvaro sugeriu que tomassem banho, mas fossem breves. Encontraram toalhas nos armários, alguns produtos de higiene pessoal! E, imagine! A água do chuveiro da escola era quente!
_Melhor o Gabriel ir primeiro. – gozou o professor.
_Muito engraçado, professor! – ironizou.
_Professor, eu trouxe algumas coisas na mochila que podem ser úteis. Professor!... – disse Luana aterrorizada ao ver pela janela uma face desfigurada!
Era um zumbi.


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