_Luana, tem
certeza que você está bem? – perguntou Álvaro, preocupado.
_Sim,
professor. E obrigada pela água! – agradeceu Luana.
_De nada. – sorriu.
_Professor,
acho que não tem mais ninguém aqui por perto, fui até a frente pra ver se
avistava alguém, mas só vi aquelas coisas. – disse Gabriel ainda empenhado em
conseguir ajuda.
_ Tudo culpa
minha estarmos aqui!
_Não, Luana.
Não diga isso. O telefone ainda está funcionando, eu liguei para algumas
pessoas avisando que estamos aqui, talvez alguém entre em contato. Eu e o
Gabriel trancamos os portões, estaremos seguros aqui. Temos comida da cantina e
da cozinha da escola. Ficaremos aqui por enquanto, acho arriscado sairmos
agora, vamos esperar mais um pouco. – acalmou Álvaro.
_Sim, está
tudo bem fechado, os zumbis não podem entrar. – reforçou Gabriel, gabando-se de sua esperteza.
_Bom, já que
teremos que ficar aqui por enquanto, há algo mais que devamos fazer, professor?
Gostaria de ajudar agora que estou melhor! – animou-se Luana.
_Bom, eu acabei de passar um café para nós, temos pão, manteiga e leite!
Vamos comer primeiro e depois pensaremos juntos no que fazer. Ah, achei uns
cookies aqui no armário de uma professora, acho que ela não virá buscar! – descontraiu
o professor.
Todos riram e
tomaram o café da manhã tranquilamente. Depois o professor Álvaro sugeriu que
tomassem banho, mas fossem breves. Encontraram toalhas nos armários, alguns
produtos de higiene pessoal! E, imagine! A água do chuveiro da escola era
quente!
_Melhor o Gabriel
ir primeiro. – gozou o professor.
_Muito
engraçado, professor! – ironizou.
_Professor,
eu trouxe algumas coisas na mochila que podem ser úteis. Professor!... – disse Luana aterrorizada
ao ver pela janela uma face desfigurada!
Era um zumbi.

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